sábado, 26 de março de 2011

Rango





"Ninguém pode fugir da sua própria história".


O disfarce é uma ferramenta primordial e obrigatória para aqueles que gostam de atuar ou contar mentiras. Embora a atuação seja um recorte representativo de uma verdade, não deve ser confundida com a mentira; esta distorce a realidade, disfarçando o real intencionalmente com a teia ardilosa da ilusão. Porém, quando as duas se misturam, provocam uma reação química de tamanha calamidade que fica difícil de mensurar o resultado do estrago. E, pode ter certeza, o estrago quase sempre é em grande escala.

Rango é um filme que trabalha o disfarce de forma teatral e psicológica. A animação foi dirigida por Gore Verbinski, diretor dos três primeiros filmes de Piratas do Caribe (O quarto filme, que estreia em maio, não foi feito sob sua direção). Aqui ele retoma sua parceria com o ator Johnny Depp, que na versão americana empresta sua voz para dar vida a um lagarto em busca de sua verdadeira identidade.

Explicando em poucas palavras, o camaleão é um réptil que troca de pele e muda de cor. A ideia da camuflagem e mudança de pele fortalecem a imagem do disfarce, que no filme funciona como uma metáfora. Para que esta tese permanecesse fundamentada, nada mais justo que o protagonista fosse ninguém menos que o próprio camaleão.

A busca por uma personalidade já fica evidente na cena inicial, em que Rango elabora várias situações dentro do seu aquário, seu pequeno mundo com objetos inanimados, onde ele sempre é o herói que consegue salvar a donzela em perigo. Quando o inesperado acontece e o cubículo que representa sua inócua existência literalmente se quebra, Rango vê-se diante da vida real: um deserto imenso, onde ele é apenas mais um entre tantos outros bichos selvagens.

Mesmo que Rango só tivesse contato com objetos imóveis que não lhe transmitiam reação alguma, ele os considerava como seus amigos. No deserto, à mercê do calor e da mira de qualquer predador, ele descobre o significado da solidão, e todo o vazio que preenche o seu ser fica totalmente exposto. Entretanto, ao conhecer Feijão, uma garota (quer dizer, animal) que vagava pelo deserto, ele logo passa a enxergar um destino diferente, uma chance de se adaptar, quando fica diante da cidade de Poeira. Graças às vicissitudes do destino, Rango logo ganha destaque e o que antes era apenas imaginário, torna-se realidade. Além de assumir o papel de xerife de Poeira e de espalhar histórias mirabolantes de seus grandes feitos pelo mundo afora, ele depara-se com a oportunidade que sempre sonhara ter: a de ser um herói.

Como o próprio Rango diz, o que completa o herói é um conflito, e não é à toa que Poeira fica no meio do deserto. Além de valentões metidos a pistoleiros, a cidade sofre com a escassez de água. Cabe ao xerife Rango e seus amigos descobrirem quem é o responsável pelo desaparecimento do depósito aquático da cidade, e assim trazer de volta a fé e a esperança para dias melhores.

Gore Verbinski fez um excelente trabalho na sua primeira animação, trazendo emoção com a trilha sonora e adrenalina com a ação (Destaque para a cena dos morcegos no deserto). Ainda que seja voltado para o público infantil e o seu personagem seja extremamente atrapalhado, Rango é um filme que explora indiretamente aspectos sócio-políticos ao mostrar os privilégios do poder, questões psicológicas por trás da solidão, e até filosóficas na tentativa de entender o motivo de existir. Um lagarto à procura de sua identidade não deve ser uma coisa lida de maneira superficial. Ali está implícito o processo inevitável que todos nós passamos ou iremos passar: o de transformação. De nos trancarmos em um casulo, nos metamorfosearmos em uma borboleta, e finalmente abrir as asas para voar.


"Se você quer acreditar em alguma coisa, então eu te peço: acredite em mim".


Trailer (DUBLADO):

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sábado, 19 de março de 2011

Não, eu não vou por aí!


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Há dois dias, uma amiga disse-me a seguinte - e sábia - frase: "A poesia é uma forma de escapar dos abismos da vida". E, francamente, ela não poderia estar mais correta. Todos nós somos perseguidos por um abismo, desde o do medo mais profundo ao do ódio mais incandescente. Às vezes somos tentados a pular dentro do seu infinito escuro, de largar tudo para trás e nos render ao mergulho vertiginoso da escuridão.

A poesia é a arte de transformar os horrores da vida em lindos versos poéticos e filosóficos. O sentido das frias palavras do cotidiano são convertidas em significados puramente artísticos, onde o importante não é decodificar o sentido daquilo que é posto, mas sim saborear a sensação das palavras escorrendo por dentro do seu corpo, atingindo sua alma e tocando seu coração.

Dando continuidade à celebração ao Dia da Poesia, hoje temos como convidado o poeta português José Régio. No vídeo logo acima tem-se a declamação da poesia "Cântico Negro", do dito poeta, interpretada genialmente por Maria Bethânia.

É interessante como a poesia ganha um poder maior quando interpretada. Os versos pronunciados são como um campo gravitacional; usam sua força para atrair aqueles que estão por perto. Para quem escuta, a união do escrito com a interpretação oral ganha um valor inestimável, capaz de derreter o iceberg que habita o covil mais secreto do seu âmago.

Pode até parecer brincadeira, mas são esses versos artísticos, essas partículas poéticas, que preenchem grande parte do seu vazio. Esse fenômeno inexplicável resgata sua atenção de volta ao mundo do conhecimento, e mesmo que você não queira entender ou aceitar, elas acabam afastando de você os abismos que se encontram em cada esquina do seu caminho. É, caro(a) companheiro(a), elas salvam sua vida.

Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

Email: meninodasletras@bol.com.br
Twitter: @meninodasletras

segunda-feira, 14 de março de 2011

Não é tristeza e nem alegria: é poesia!



Certas pessoas ainda insistem em dizer que não conseguem compreender o sentido da arte. Afirmam que ela é informe e que na maioria das vezes não possui lógica. Sim, é verdade. Arte não tem uma forma definida e não vem com manual de instrução, e por isso que é tão mágica. É do mistério que reside sua maior grandeza; não há necessidade de tentar traçar uma rota para entendê-la ou esperar o momento mais adequado para usufruí-la: a arte apenas é, e vem na hora que quer.

Que fique claro, caso você seja este tipo de pessoa: quando digo arte, refiro-me a qualquer tipo de manifestação artística. E por mais que você tenha um certo preconceito e alimente uma ojeriza injustificável por ela, aí vai o alerta: você consome arte, ainda que não perceba. E o que é pior (e sei que ao dizer isso posso causar em você uma ânsia de vômito ou até mesmo um iminente ataque epiléptico): você convive ao lado de pessoas que idolatram a arte. E é possível que uma parcela delas ganhe a vida através da arte. Ainda está aí? Calma, respire... Sei que para você esse é um momento de grande revelação. Isso... Relaxe, porque agora vem a parte pior.

Além do fato de você conhecer diversos seres lunáticos que veneram esse tipo de hábito extraterrestre, eles ainda fazem questão de comemorar determinadas datas, para lembrar a pessoas como você que o tal "movimento artístico" está se expandindo, e que você querendo ou não terá de aceitar a ideia de que esta turma desmiolada está ganhando cada vez mais espaço na sociedade. O nosso plano é justamente esse. Assumir o poder nas diversas classes sociais e infectar a cabeça dos jovens com cultura e arte... Ops! Acabei de te contar o maior plano da grande conspiração... Mas não se assuste e nem tente fazer as malas, pois já é tarde demais. Hoje é dia 14 de março, Dia Nacional da Poesia, e as ruas estarão repletas de malucos declamando frases poéticas.

Recomendo que se tranque em casa e tape os ouvidos. Melhor, faça o seguinte: tome um calmante, um bem forte. Daqueles para deixar você dopado(a) até o final do dia. Ah, e se você veio até aqui pensando encontrar um refúgio, sinto muito te decepcionar. Hoje estou aqui justamente para despejar alguns versos artísticos sobre você. Estou aqui para te tirar do estado entorpecente ao qual você sempre esteve preso(a), e dissipar da sua cabeça a ideia deturpada que se instalou em sua mente. Assustou-se com minha ameaça? Bom, você ainda não viu nada.


BAGUNÇA

Revisitei arquivos empoeirados.

Necessitava fazer nova estripulia.

Algo que não fosse meu, mas

que me lembrasse do início

ao fim do traçado.

Pus tudo no chão, espalhei

como folhas ao vento.

Dedos corriam sobre o

emaranhado de coisas...

Coisa – pequena palavra que

confunde mais do que explica;

que designifica o que não

se quer dizer;

é uma gota, um botão,

uma bala, uma pedra,

um dado, uma foto,

uma lágrima, um limão...

A desordem era tamanha!

Era somente eu e meu verso,

meu mundo e meu olhar,

meu corpo e minha impressão.

Debrucei-me a escrever

e ideias vinham sem medo

de bater à porta.

Era um festim com confete,

serpentina e fumaça.

Carnaval fora de época para

desfazer a monotonia na praça.

Dia de riso-aplauso-magia-explosão.

Reparei no calendário –

repetidor de datas fiel

e presente em cada ruga

da face minha.

Não havia melhor data para

fazer bagunça com as letras,

recortar palavras,

desfazer estrofes,

ignorar a métrica,

envergonhar a rima,

perder a compostura silábica!

Era somente um pobre homem

em seu devaneio literário

brincando de ser poeta

num dia inspirador...

Essa poesia é do meu nobre amigo Pablo Roberto, poeta, ator, pintor e agora cantor de coral. Sim, eu tenho diversos amigos da área artística. E se a esta altura do campeonato você ainda não desmaiou ou entrou em estado de coma, sugiro que chame logo uma ambulância. A tendência é que as coisas fiquem piores para o seu lado.

Atenção, aí vem a bomba: eu já passei horas estudando e lendo poesias. Já escrevi e apresentei trabalhos sobre os renomados poetas, aqueles que você faz questão de excluir da história do nosso país. E sabe o que descobri? Que o dia 14 de março foi intitulado dia da poesia em homenagem ao poeta Castro Alves, que aniversariava nesta mesma data.

Eu sei que você não se interessa em saber disso, mas mesmo assim eu vou dizer: Castro Alves foi conhecido como o poeta dos escravos, pois suas poesias eram dotadas de um teor abolicionista. Um de seus maiores poemas chama-se "Navio Negreiro", e logo abaixo segue-se um trecho:

Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!..


Bom, acho que já contei tudo o que tinha para te dizer. No mais, espero que passe bem... Oi? Ei, pode se levantar, eu já terminei... Alô?... É, acabei de matar mais uma pessoa anti-cultural. Que entre o próximo, por favor.

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
- Cecília Meireles.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cisne Negro



"Eu tive um sonho muito estranho ontem à noite. Sobre uma garota que é transformada em um cisne. Ela precisa de amor para quebrar o feitiço, mas seu príncipe se apaixona pela garota errada e então... Ela se mata".


A pressão é uma faca de dois gumes. A maioria das pessoas não se sentem bem quando pressionadas, enquanto outras acham um modo muito interessante e eficaz de disciplinar alguém. Não é por acaso que numa entrevista de estágio ou emprego sempre é feita a simpática pergunta: "Você consegue trabalhar sob pressão?". Acordai-vos, nobres leitores, pois se não responderem tal indagação com absoluta sinceridade, o bicho pode pegar.

A dualidade que a pressão pode causar no sujeito é realmente uma questão reflexiva. Mas o fato é que para aqueles que não aguentam, a pressão pode ocasionar grandes danos; para que você pule do alto de um prédio, basta apenas que alguém o empurre ou o vento sopre mais forte. O estresse é uma armadilha poderosa criada pela pressão, cujo objetivo é perturbar a nossa mente. E por último vem a loucura... O caminho sem volta.

Cisne Negro é uma tentativa de desbravar esse caminho funesto, mostrando até onde a pressão pode nos levar. O filme foi dirigido por Darren Aronofsky, cineasta que há muito explora as trilhas da insanidade, e levou cinco indicações ao Oscar, tendo ganho apenas o de Melhor Atriz para Natalie Portman (Por sinal, bastante merecido. Ela passou por uma laboratório de dois anos e aprendeu a dançar balé de verdade).

Portman é Nina Sayers, uma bailarina de 28 anos que faz parte da companhia de balé novaiorquina. O diretor da companhia, Thomas Leroy, pretende abrir a temporada com a apresentação do Lago dos Cisnes, um espetáculo que conta a história de uma garota tímida, meiga e virgem, aprisionada no corpo de um cisne branco. Apenas um verdadeiro amor pode libertá-la, mas quando pensa ter encontrado o homem capaz de salvá-la, ele é seduzido pelo cisne negro. E assim o cisne branco resolve se matar, encontrando finalmente a liberdade que tanto queria. Nina é a bailarina perfeita para interpretar o cisne branco, pois possui todos os atributos que o personagem exige, elevados ao quadrado.

O problema é que na versão de Leroy, além do inocente cisne branco, Nina também terá que interpretar o ardiloso cisne negro. E neste ponto a frágil menina doce começa a traçar um caminho com a passagem só de ida. Nina dorme em um quarto rosa repleto de bichos de pelúcia, mora com uma mãe absurdamente controladora e mal conhece o significado da palavra privacidade, pois sua mãe faz questão de ocultar as chaves de todas as portas (Sim, inclusive a do banheiro). Além dos infortúnios maternos, ela ainda precisa aguentar os esporros de Thomas, totalmente insatisfeito com a sua performance de cisne negro.

Nina sempre quis alcançar a perfeição. E sua obsessão ganha mais ênfase à medida que o cisne negro vai se tornando cada vez mais um desafio maior. A cobrança pessoal, a pressão do diretor e o controle exaustivo da mãe são fatores que contribuíram para dar espaço aos devaneios. Ou seria realmente a verdade que só ela consegue enxergar? Nina sente-se perseguida, observada, invejada, e a qualquer momento acha que a bailarina Lily pode tomar o seu lugar, porque ela sim é o cisne negro em pessoa. O perfeccionismo de Nina atinge o auge e para que ela chegue aonde todos esperam, será preciso ultrapassar barreiras ideológicas e quebrar algumas regras, da masturbação ao uso de drogas.

Cisne Negro mostra que com muito empenho e dedicação você consegue superar obstáculos. Só tome cuidado com a maneira que você escolhe para superá-los; a obsessão pela perfeição, mais uma consequência causada pela pressão, pode levar-te a fazer coisas não muito legais. O pânico pode dominar suas atitudes e controlar sua sanidade, e o resultado quase sempre não é bom. Apesar de tudo, não devemos crucificar Nina. Todos nós já libertamos os nossos cisnes negros, fomos autores de atos insanos e aprendemos algo com isso. Afinal, quem nunca o fez, que atire a primeira pedra.


Trailer:

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Burning In The Skies

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O carnaval está chegando e o país inteiro irá festejar. E como eu sei que você, leitor(a), provavelmente vai passar boa parte do tempo curtindo (ou não) as nuances carnavalescas, é quase certeza que não tenha tempo de acessar o blog. Por isso que estou aproveitando para atualizá-lo antes desta data festiva começar, para mostrar-lhe o videoclipe de hoje.

Semana passada a banda Linkin Park divulgou o seu mais novo videoclipe, do álbum A Thousand Suns. E como eu sou fã dos caras e fiquei super admirado com a nova postura musical que eles tomaram, não pude deixar esta oportunidade passar.

Talvez você ache a tradução um pouco estranha e não entenda muito bem o que eles estavam querendo transmitir, mas posso garantir que tem algo a ver com o fim dos tempos; esse novo álbum é repleto de músicas que falam do Homem e sua capacidade de destruir o ambiente, de pouco a pouco ir deteriorando o planeta. Como diria um amigo meu, Linkin Park embarcou no estilo "salvem as baleias". É uma causa nobre, devo dizer. E por isso que é admirável.


Letra:
Burning In The Skies

I used the deadwood to make the fire rise
The blood of innocence burning in the skies
I filled my cup with the rising of the sea
And poured it out in an ocean of debris
Oh

I'm swimming in the smoke / of bridges I have burned
So don't apologize / I'm losing what I don't deserve
What I don't deserve

We held our breath when the clouds began to form
But you were lost in the beating of the storm
And in the end we were made to be apart
Like separate chambers of the human heart
No

I'm swimming in the smoke / of bridges I have burned
So don't apologize / I'm losing what I don't deserve
It's in the blackened bones / of bridges I have burned
So don't apologize / I'm losing what I don't deserve
What I don't deserve

I'm swimming in the smoke / of bridges I have burned
So don't apologize / I'm losing what I don't deserve
The blame is mine alone / for bridges I have burned
So don't apologize / I'm losing what I don't deserve
What I don't deserve

I used the deadwood to make the fire rise
The blood of innocence burning in the skies

Tradução:

Eu usei madeira morta para fazer o fogo subir
O sangue de inocência ardente nos céus
Enchi o meu copo com a subida do mar
E derramei-a em um oceano de restos
Oh

Eu estou nadando na fumaça/ das ponte que eu queimei
Portanto, não me desculpe /estou perdendo o que eu não mereço
O que eu não mereço

Prendemos nossa respiração quando as nuvens começaram a se formar
Mas você se perdeu na batida da tempestade
E no final, nós fomos feitos para estar separados
Como câmaras separadas do coração humano
Não

Eu estou nadando na fumaça / das pontes que tenho queimado
Portanto, não me desculpe /estou perdendo o que eu não mereço
Está nos ossos enegrecidos/ das pontes que queimei
Portanto, não me desculpe /estou perdendo o que eu não mereço
O que eu não mereço

Eu estou nadando na fumaça / das pontes que tenho queimado
Portanto, não me desculpe /estou perdendo o que eu não mereço
A culpa é toda minha/ das pontes que queimei
Portanto, não me desculpe /estou perdendo o que eu não mereço
O que eu não mereço

Eu usei madeira morta para fazer o fogo subir
O sangue da inocência ardendo nos céus

Email: meninodasletras@bol.com.br
Twitter: @meninodasletras.