sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Invenção de Hugo Cabret


"Tudo tem um propósito. Até as máquinas. Os relógios dizem as horas. Os trens levam a lugares. Servem a seus propósitos. Por isso máquinas quebradas me deixam triste. Não servem a seus propósitos. Talvez seja assim com as pessoas. Perder o nosso propósito é como estar quebrado".


Nos tempos em que filmes mudos, de preferência os de formato preto e branco, eram introduzidos lentamente no cotidiano de uma sociedade que mantinha a atenção voltada somente para os avanços mecânicos, deparar-se com uma tela transmitindo a arte imitando a vida era muito mais do que inovador: era mágico. Hoje, esse encantamento ganha camadas mais profundas com o auxílio da computação gráfica e da tecnologia tridimensional, propiciando ao jovem recém-cinéfilo uma experiência tão fantástica quanto àquela que os pioneiros tiveram a honra de sentir.

Em A Invenção de Hugo Cabret, o cineasta Martin Scorsese (diretor dos aclamados O Aviador, Os Infiltrados e A Ilha do Medo) faz a fusão do novo com o antigo, homenageando os primórdios do cinema em sua estreia no universo infantil, ao passo que também concretiza sua primeira obra filmada exclusivamente para o lúdico 3D.

Ambientada na década de 1930, na cidade de Paris, grande parte da trama gira em torno da estação de trem e dos relógios precisos que marcam o momento da chegada e da partida de cada locomotiva. O responsável pela sincronia do tempo é Hugo Cabret, um garoto órfão que vive nas paredes da estação observando, entre os ponteiros, as lojas e seus funcionários.


Hugo é fanático por consertar coisas e guarda consigo um velho autômato do seu falecido pai, na esperança de fazê-lo voltar a funcionar e revelar os mistérios contidos em suas engrenagens. Nessa busca por respostas, ele conhece Isabelle, afilhada de George Meliés, uma garota que sonha viver aventuras que apenas conhece em livros.

Juntos, eles embarcam no fascínio do cinema mudo e tentam descobrir a relação do autômato de Hugo com o misterioso passado de George Meliés. Uma jornada repleta de ilusão, sonhos, amor e reflexões a respeito do sentido de viver.


O longa é baseado na obra de Brian Selznick e lidera a corrida pelo Oscar com 11 indicações, incluindo para Melhor Filme e Melhor Diretor. Além de explorar as raízes do cinema, citando exemplos como o fato dos irmãos Lumière terem sido os criadores da sétima arte, Scorsese também enaltece a importância da vida e obra de Meliés, algo que todo cinéfilo deveria procurar saber.

Sendo assim, A Invenção de Hugo Cabret apresenta à nova geração de amantes do cinema não só os bastidores e os segredos por trás de um filme, mas também que a essência dessa máquina de fazer sonhos vai muito além de objetos sendo lançados em direção à plateia. Uma invenção cujas engrenagens vêm alimentando desejos e imaginações, e que, para aqueles dedicados à arte, revelam o propósito de existir.


"Eu imaginava que o mundo inteiro era uma grande máquina. As máquinas nunca vêm com peças sobressalentes. Vêm sempre com a quantidade certa que precisam. Então entendi que se o mundo fosse uma grande máquina, eu não poderia ser uma peça sobressalente. Eu tinha que estar aqui por alguma razão".




Trailer:

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Someone Like You





Na mitologia grega, a sereia era uma criatura temida por muitos navegantes pelo fato de possuir uma voz atrativa e hipnotizante. Para piorar, sua imagem era associada à sensualidade e à luxúria, o que atrapalhava ainda mais a concentração dos desbravadores mitológicos.

Possuir uma voz sedutora é realmente um ótimo atributo feminino. E não estou me detendo apenas ao sentido sexual; ter um alto e bom timbre de voz, articular bem a fala e ser portadora de uma dicção adequada são características que permitem o acesso à vários caminhos, sobretudo para aquelas que gostam de cantar.

Existem muitas sereias no universo da música, as quais sempre estão atraindo ouvintes ao redor do mundo. Recentemente, a que vem se destacando entre tantas é a cantora Adele, com canções como Rolling In The Deep e com a do videoclipe de hoje, Someone Like You. A jovem de 23 anos é dotada de uma voz inebriante e o sucesso não demorou muito a bater à sua porta. Com apenas dois álbuns lançados, as vendas já alcançaram marcas históricas.

Confesso que a letra da música não é muito saudável, especialmente para pessoas que estão passando por problemas sentimentais. Mas prefiro acreditar que o sucesso não veio por meio de letras melancólicas, e sim pela voz estonteante. Um canto que ainda chamará a atenção de milhares e que certamente fará diversas sereias morrerem de inveja.


Letra:

Someone Like You
I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things I didn't give to you

Old friend, why are you so shy?
Ain't like you to hold back or hide from the light
I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it

I had hoped you'd see my face
And that you'd be reminded
That for me it isn't over

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you too
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"

Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead, yeah

You'd know how the time flies
Only yesterday was the time of our lives
We were born and raised in a summer haze
Bound by the surprise of our glory days

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight
I had hoped you'd see my face
And that you'd be reminded
That for me it isn't over

Nevermind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you too
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"

Nothing compares, no worries or cares
Regrets and mistakes, they're memories made
Who would have known how bitter-sweet
This would taste?

Nevermind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"

Nevermind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you too
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"

Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead, yeah

Tradução:

Alguém como você


Eu ouvi dizer que você está estabilizado
Que você encontrou uma garota e está casado agora
Eu ouvi dizer que os seus sonhos se realizaram
Acho que ela lhe deu coisas que eu não dei

Velho amigo, por que você está tão tímido?
Não é do seu feitio se refrear ou se esconder da luz
Eu odeio aparecer do nada sem ser convidada
Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar

Eu tinha esperança de que você veria meu rosto
E que você se lembraria
De que pra mim não acabou

Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para vocês também
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer:
"Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere"

Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere, é

Você saberia como o tempo voa
Ontem foi o momento de nossas vidas
Nós nascemos e fomos criados numa neblina de verão
Unidos pela surpresa dos nossos dias de glória

Eu odeio aparecer do nada sem ser convidada
Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar
Eu esperava que você veria meu rosto
E que você se lembraria
De que pra mim não acabou

Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para vocês também
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer:
"Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere"

Nada se compara, nenhuma preocupação ou cuidado
Arrependimentos e erros, são feitos de memórias
Quem poderia ter adivinhado o gosto amargo
Que isso teria?

Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para você
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer:
"Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere"

Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para vocês também
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer:
"Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere"

Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere, é

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

De Volta Para o Futuro


"O futuro não está escrito, pode ser mudado. Qualquer um pode fazer do seu futuro o que quer que ele seja. Eu tenho que viver minha vida de acordo com o que eu acho que é certo... no meu coração".

No ano de 1985, a palavra "DeLorean" tornou-se comum no vocabulário norte-americano. Tal fenômeno parecia ser apenas mais uma febre de verão, e passaria totalmente despercebido se a dita palavra não tivesse cruzado anos e décadas, atingindo a contemporaneidade com o seu sentido ainda intacto. Os fãs de ficção científica e os nerds de plantão com certeza devem saber que o DeLorean ao qual me refiro não faz somente ligação à marca de um carro, mas principalmente à máquina do tempo do filme De Volta Para o Futuro.

Sim, aquele veículo produzido no início dos anos 80, de duas portas, que quebrou o tempo/espaço contínuo guiando o jovem Marty McFly e o Dr. Emmett Brown em loucas aventuras através da história da cidade de Hill Valley. Juntos, eles vislumbraram os anos dourados, viram o que acontecerá no futuro e ficaram diante de cowboys do Velho Oeste.

É provável que De Volta Para o Futuro tenha sido o responsável por aquecer as chamas da ficção científica na década de 80. Afinal, antes dele, o único que tivera um conteúdo tão aclamado pelo público havia sido a trilogia clássica de Star Wars. Talvez o longa também tenha sido responsável por colocar em ascenção o nome do diretor Robert Zemeckis, que ainda nos anos 80 dirigiu Uma Cilada Para Roger Rabbit (sucesso de bilheteria) e nos anos 90 consagrou-se com Forrest Gump, o qual lhe concebeu o Oscar de Melhor Diretor.


O enredo nos apresenta ao jovem Marty McFly (Michael J. Fox), um adolescente residente da cidade de Hill Valley e que é perseguido pela sombra do fracasso da sua família. Na madrugada do dia 25 de outubro de 1985, ele se encontra com seu amigo, Dr. Emmett Brown (Christopher Lloyd), o qual lhe apresenta a um experimento revolucionário: a máquina do tempo. Devido a um terrível incidente, Marty embarca no DeLorean e viaja para o ano de 1955, exatamente no dia em que seus pais se conheceram. Alterando o curso dos eventos, Marty acidentalmente faz com que sua mãe se apaixone por ele, e agora tem como objetivo fazer seu pai conquistar sua mãe, caso contrário ele e seus irmãos nunca irão nascer.

O filme fez um sucesso tremendo, garantindo a Parte II e III, lançadas, respectivamente, nos anos de 1989 e 1990. Nas sequências, Marty e Dr. Brown viajam até 2015 para impedir que a família McFly caia em desgraça, depois voltam à 1955 para evitarem uma realidade horrível e, por fim, Marty regressa ao ano de 1885, o Velho Oeste, a fim de não permitir que um acontecimento trágico seja consumado.


De Volta Para o Futuro é uma das trilogias mais consagradas do século XX, cujo valor ainda é reconhecido na atualidade. A trama envolvente, o humor inteligente, a trilha sonora empolgante são apenas alguns dos elementos que o transformam em um grande clássico. O final de um filme é o início do próximo, preservando uma cronologia impecável. E, em 2010, no 25º aniversário do longa, uma bela homenagem foi feita para o elenco e toda produção.

A trilogia rendeu um desenho animado nos anos 90 e, mais recentemente, uma série de jogos para computador. Aposto que o diretor Robert Zemeckis e o produtor Steven Spielberg não esperavam que um filme dos anos 80, cuja premissa era, aparentemente, pouco convincente, fosse marcado na história do cinema como um dos melhores filmes do gênero ficção científica. Essa é a essência de um clássico; não importa em qual tempo ou espaço estejamos, alguém sempre estará lá para perpetuar sua história através dos milênios. Algo que, infelizmente, nem o DeLorean é capaz de fazer.

"Seu futuro ainda não foi escrito, nem o de ninguém. Seu futuro é o que você fizer dele, então faça-o bem".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Until The Whole World Hears




Sei que estou com vários dias de atraso em relação a este tema, mas a qualidade da mensagem é boa demais para ser ignorada. O Ano Novo chegou e temos diante de nós alguns meses de muita luta e conquistas a serem alcançadas.

Não vou cair no clichê de dizer que a vida renasce a cada ano que passa; primeiro porque nascemos somente uma vez e, portanto, é meio que contraditório e irracional pensar em algo que vai contra as leis da natureza. Também não vou dizer que a vida se renova a cada virada de ano; afinal de contas, não há renovação nenhuma se a pessoa ainda preserva hábitos antigos e permanece cometendo os mesmos erros.

Renascer e renovar são palavras de sentido abstrato, que por sua vez deveriam ficar de fora do ritual “sagrado” em que taças se enchem de champanhe e fogos cintilantes explodem no céu. Se existe um motivo mais gratificante para se cantar vitória no instante em que o ano velho dá as boas vindas ao ano novo, certamente é o prazer de continuar vivo e poder aproveitar tal maravilhoso momento com pessoas especiais e grandiosas.

Continuidade, e não renascimento. Obviamente, se estamos aqui para continuar vivendo por mais um ano ou quantos mais forem necessários, não custa nada agradecer à entidade que torna tudo isso possível. A primeira canção de 2012 que o Menino das Letras tem a honra de exibir é da banda cristã norte-americana Casting Crowns, intitulada “Until the Whole World Hears”.

Nesta música, vê-se que é preciso agradecer a Deus, tentar se aproximar dele e fazer com que outras pessoas clamem por Ele e gritem por Seu nome, até que o mundo inteiro seja capaz de ouvir. Portanto, leitor(a), faça uma oração e agradeça por mais um dia de vida, agradeça por continuar de pé, pois somente assim você entenderá o que realmente significa renascimento e renovação.


Letra:

Until The Whole World Hears

Lord i want to feel with Your heart
And see the world through Your eyes
I wanna be Your hands and feet
I wanna live a life that leads

Ready yourselves
Ready yourselves
Let us shine the light of Jesus in the darkest night
Ready yourselves
Ready yourselves
May the powers of darkness tremble as our praises rise

Until the whole world hears Lord we are calling out
Lifting up your name for all to hear the sound
Like voices in the wilderness we're crying out
As the day draws near
We'll sing until the whole world hears

Lord let your sleeping giant arise
Catch the demons by surprise
Holy nation sanctified
Let this be our battle cry

Ready yourselves
Ready yourselves
Let us shine the light of Jesus in the darkest night
Ready yourselves
Ready yourselves
May the powers of darkness tremble as our praises rise

Until the whole world hears Lord we are calling out
Lifting up your name for all to hear the sound
Like voices in the wilderness we're crying out
As the day draws near
We'll sing until the whole world hears

Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
We'll sing until the whole world hears
Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
We'll sing until the whole world hears

I wanna to be your hands and feet
I wanna to be a life that leads
To see you set the captive free
Until the whole world hears

And I pray that they will see
More of you and less of me
Lord i want my life to be
The song you sing

Until the whole world hears Lord we are calling out
Lifting your name up for all to hear the sound
Like voices in the wilderness we're crying out
As the day draws near
We'll sing until the whole world hears

Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
We'll sing until the whole world hears
Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
We'll sing until the whole world hears
Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
We'll sing until the whole world hears

Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
We'll sing until the whole world hears
Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
We'll sing until the whole world hears

Até Que o Mundo Inteiro Ouça

Senhor, eu quero sentir com o teu coração
E ver o mundo através dos teus olhos
Eu quero ser tuas mãos e pés
Eu quero viver uma vida exemplar

Preparai-vos
Preparai-vos
Vamos brilhar a luz de Jesus na noite mais escura
Preparai-vos
Preparai-vos
Que os poderes das trevas tremam enquanto nosso louvor sobre

Até que o mundo inteiro ouça, Senhor, clamaremos
Erguendo seu nome para que todos possam ouvir o som
Como vozes no deserto, nós estamos clamando
Enquanto o dia se aproxima
Nós vamos cantar até que o mundo inteiro ouça

Senhor, que o seu gigante adormecido se levante
Pegue os demônios de surpresa
Nações santas, santificai
Que este seja o nosso grito de guerra

Preparai-vos
Preparai-vos
Vamos brilhar a luz de Jesus na noite mais escura
Preparai-vos
Preparai-vos
Que os poderes das trevas tremam enquanto nosso louvor sobre

Até que o mundo inteiro ouça, Senhor, clamaremos
Erguendo seu nome para que todos possam ouvir o som
Como vozes no deserto, nós estamos clamando
Enquanto o dia se aproxima
Nós vamos cantar até que o mundo inteiro ouça

Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
Cantaremos até que o mundo inteiro ouça
Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
Cantaremos até que o mundo inteiro ouça

Quero ser tuas mãos e pés
Quero viver uma vida exemplar
Ver-te libertar o cativo
Até que o mundo inteiro ouça

E oro para que eles vejam
Mais de ti e menos de mim
Senhor, eu quero que a minha vida seja
A música que tu cantas

Até que o mundo inteiro ouça, Senhor, clamaremos
Erguendo seu nome para que todos possam ouvir o som
Como vozes no deserto, nós estamos clamando
Enquanto o dia se aproxima
Nós vamos cantar até que o mundo inteiro ouça

Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
Cantaremos até que o mundo inteiro ouça
Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
Cantaremos até que o mundo inteiro ouça
Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
Cantaremos até que o mundo inteiro ouça

Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
Cantaremos até que o mundo inteiro ouça
Oh, oh, oh... Oh, oh, oh...
Cantaremos até que o mundo inteiro ouça

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Recesso




O ano de 2011 está dando seu adeus. E, certamente, com ele também vai todos os momentos de alegrias e vitórias adquiridos ao longo de doze meses. Se eu tivesse que escolher uma palavra para definir o que 2011 significou para o Menino das Letras, provavelmente seria: surpreendente. Não apenas pelo blog ter completado um ano, o que por si só já foi uma grande conquista, mas também por ter crescido em diversos sentidos.

Fazendo uma breve retrospectiva, no início do ano o Menino das Letras acrescentou novos marcadores ao seu sistema (vídeos e músicas), o que parece ter surtido um efeito positivo em você, leitor(a). No mês de maio o blog comemorou seu primeiro aniversário, o qual gerou comentários construtivos de familiares, amigos, e fez até com que alguns leitores tivessem a coragem de se apresentar pessoalmente. No mês seguinte foi feita a criação de mais um marcador (clássicos), que embora não seja muito comentado é a base de leitura para vários visitantes.

O blog também passou por uma "reforma", tendo sido inserido vários novos elementos ao seu design - enquetes, por exemplo - e adotado um novo layout. Além disso, o número de visualizações duplicou e nem se compara com a quantidade de acessos do ano anterior. As postagens estão mais organizadas e mais bem escritas (modestia parte), tudo para agradar os leitores e fazer com que se sintam bem, evitando uma leitura enfadonha e dando-lhes a oportunidade de conhecer algo cultural e bacana.

Caminhos misteriosos é o que 2012 reserva para o Menino das Letras. Talvez chegue um ponto em que o blog não seja atualizado com tanta frequência, o que me faz pensar mais ainda na ideia de formar uma equipe. Como eu faço e escrevo tudo sozinho por aqui - e, diga-se de passagem, 2011 foi um dos anos que mais escrevi na vida - é justo que eu tire um breve recesso, reativando o blog a partir do dia 16 de janeiro. Enquanto isso, você, leitor(a), pode ficar à vontade para revisitar postagens antigas e preferidas, assim como votar nas novas enquetes.

2012 está chegando e promete trazer muitas coisas boas no universo da cultura, e o Menino das Letras fará de tudo para acompanhar as novidades. Desejo que o seu ano novo seja repleto de triunfos, que você continue visitando o blog, e que o Menino das Letras cresça ainda mais, deixando de engatinhar para dar seus primeiros passos. E que seja feita, é claro, a vontade do glorioso Senhor Deus.

Amém.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Don't Shoot Me Santa











É bastante comum enxergarmos o Natal como uma época de alegrias e festividades. Naturalmente, o encanto do evento de estende por muitos anos, e é quase certo que apenas uma criança possa ver tal data com a magia e a pureza que merece. Aliás, não é de se espantar; acreditar em um bom velhinho que distribui presentes para todas as crianças do mundo, que vive no Pólo Norte e voa em um trenó a uma velocidade impressionante, é realmente um sonho pelo qual vale a pena ter fé.


Ah, como seria um Natal perfeito se todas as crianças tivessem a esperança de ganhar um presente ou, ao menos, um pouco de carinho; como seria bom se todas as crianças tivessem um lar, uma família para compartilhar esse momento; como seria bom se todas elas tivessem de fato o direito à educação e pudessem discernir o certo daquilo que é errado; como seria bom se todas fossem afastadas do caminho da marginalização, dos pecados, da violência, e descobrissem o que verdadeiramente significa paz.


Infelizmente, parece que aquele antigo conceito de Papai Noel precisa ser readequado à triste realidade de milhões de crianças. Se várias delas, ao redor do mundo, estão à mercê da fome, da morte e da tragédia, talvez seja muito mais esperançoso acreditar em um velhinho protetor, vigilante e salvador. Um justiceiro disposto a castigar toda e qualquer criatura que um dia já cometeu atrocidades contra uma criança.


O videoclipe de hoje, da banda norte-americana The Killers, traz justamente esta proposta. Na canção "Don't Shoot Me Santa", vemos o diálogo entre um homem - provavelmente um assassino de crianças - e Papai Noel, o qual está se preparando para fazê-lo tomar uma dose do próprio remédio. E, por mais que seja um pensamento mórbido, seria muito interessante se fosse verdade.


Em tempos em que as crianças estão sujeitas a todo tipo de sofrimento, acreditar em Papai Noel é o primeiro estágio da insanidade. O encanto vai se perdendo, e o que antes era mágico torna-se melancólico. Mas o espírito natalino não pode depender apenas da crença no bom velhinho, é preciso ter fé em algo muito maior. Hoje, na véspera de Natal, feche os olhos e faça uma oração, pedindo a Deus pela proteção de todas as crianças. Muitas necessitam mais do que se imagina e, se de alguma forma conseguirmos levar alegria para pelo menos uma, o Natal ganhará um sentido muito melhor.













Letra:






Don't Shoot Me Santa







Brandon:
Oh Santa
I've been waiting on you
Santa:
That's funny kid
Because I've been coming for you
Brandon:
Oh Santa
I've been killing just for fun
Santa:
Well the party's over kid
Because I
Because I got a bullet in my gun
Brandon:
A bullet in your what?

(Santa's got a bullet in his gun
You know it, Santa's got a bullet in his gun)

Don't shoot me Santa Claus
I've been a clean living boy
I promise you
Did every little thing you asked me to
I can't believe the things I'm going through

Don't shoot me Santa Claus
Well no one else around believes me
But the children on the block they tease me
I couldn't let them off that easy

Brandon:
Oh Santa
It's been a real hard year
Santa:
There just ain't no gettin' around this
Life is hard
But look at me
I turned out alright
Brandon:
Hey Santa
Why don't we talk about it?
Work it out
Santa:
Believe me
This ain't what I wanted
I love all you kids, you know that
Hell, I remember when you were just 10 years old
Playing out there in the desert
Just waiting for a sip of that sweet Mojave rain

(in the sweet Mojave rain
The boy was on his own)

Don't shoot me Santa Claus
I've been a clean living boy
I promise you
Did every little thing you asked me to
I can't believe the things I'm going through

Hey Santa Claus
Well no one else around believes me
But the children on the block they tease me
I couldn't let them off that easy

They had it coming
So why can't you see?
I couldn't turn my cheek no longer
The sun is going down and Christmas is near
Just look the other way and I'll disappear forever

Woo!

Don't shoot me Santa Claus
Well no one else around believes me
But the children on the street they tease me
I couldn't let them off that easy

Believe me
Santa
Santa

Não Atire Em Mim, Noel







Brandon:
Oh, Noel
Eu estava esperando por você
Noel:
Isso é engraçado, garoto
Porque eu vim atrás de você
Brandon:
Oh, Noel
Eu tenho matado por diversão
Noel:
Bem, a festa acabou, garoto
Porque eu
Porque eu tenho uma bala na minha arma
Brandon:
Uma bala na sua o quê?

(Noel tem uma bala em sua arma
Você sabe, Noel tem uma bala em sua arma)

Não atire em mim, Papai Noel
Eu tenho sido um bom garoto
Eu prometo a você
Fiz tudinho que você me pediu
Eu não posso acreditar em tudo que venho sofrendo

Não atire em mim, Papai Noel
Ninguém mais por aqui acredita em mim
Mas as crianças do bairro, elas me provocam
Eu não podia deixa-las escapar tão facilmente

Brandon:
Oh Noel
Tem sido um ano tão difícil
Noel:
Não tem como escapar dessa situação
A vida é dura
Mas olhe para mim
Eu me virei bem
Brandon:
Hey Noel
Porque nós não conversamos sobre isso?
Para resolver esse problema
Noel:
Acredite em mim
Num era isso que eu queria
Eu amo todas as crianças, você sabe disso
Que inferno, eu lembro quando você tinha só 10 anos
Brincando lá no deserto
Esperando por um gole da doce chuva de Mojave

(Na doce chuva de Mojave
O garoto tinha que se virar sozinho)

Não atire em mim, Papai Noel
Eu tenho sido um bom garoto
Eu prometo a você
Fiz tudinho que você me pediu
Eu não posso acreditar em tudo que venho sofrendo

Não atire em mim, Papai Noel
Ninguém mais por aqui acredita em mim
Mas as crianças do bairro, elas me provocam
Eu não podia deixa-las escapar tão facilmente

Eles mereceram
Porque você não consegue ver?
Eu não podia continuar aceitando aquilo
O sol está se pondo e o Natal está perto
Só olhe pra outro lado e eu desaparecerei para sempre

Woo!

Não atire em mim, Papai Noel
Ninguém mais por aqui acredita em mim
Mas as crianças do bairro, elas me provocam
Eu não podia deixa-las escapar tão facilmente

Acredite em mim
Noel
Noel

sábado, 17 de dezembro de 2011

Tequila Vermelha



O exercício da escrita já é considerado difícil por exigir de quem escreve um bom conhecimento da norma culta da língua, criatividade no desenvolvimento das ideias e organização no que diz respeito à estrutura textual. Imagine então se, além de tudo isso, também fosse cobrado do escritor um alto nível de versatilidade; a capacidade de transitar por diversos gêneros e temas diferentes, preservando sua genialidade e propiciando ao leitor uma viagem, ainda que curta, por seu mundo de imaginação.


Talvez seja possível contar nos dedos quantos autores se atrevem a sair de suas zonas de conforto e expandir os limites da sua sabedoria literária, e ainda realizar tal feito com uma magistral eficácia. Rick Riordan, sem dúvidas, é um dos escritores mais consagrados da atualidade e certamente sabe como ser versátil e encantar o leitor. Antes mesmo de se aventurar nos terrenos da Literatura Infanto-juvenil, contando histórias de mitologia egípcia e de jovens semideuses gregos, a escrita de Riordan era voltada para o público adulto.


Em Tequila Vermelha, obra publicada lá fora nos anos 90 e que já possui várias outras continuações, Riordan nos apresenta à Tres Navarre, um PhD em Letras que também é mestre de Tai Chi e tem um gato chamado Robert Johnson. Além dessas formidáveis características, ele é um degustador nato de Tequila Vermelha, bebida típica da região do Texas.


A trama se desenrola na cidade de San Antonio, no exato momento em que Tres retorna após 10 anos de ausência. Um dos principais motivos para se exilar por tanto tempo foi o assassinato do seu pai, cujo mistério nunca fora solucionado. Agora de volta, ele tem como objetivo não apenas revisitar águas passadas, como restaurar laços com amigos, a família, e reencontrar-se com sua antiga namorada, Lillian Cambridge, mas também tentar desvendar a enigmática morte do seu pai.

O que Tres não poderia imaginar é que se transformaria em um ímã para atrair problemas. Seu regresso à cidade natal e sua voracidade em remexer no homicídio do pai chamou a atenção de velhos aliados e despertou os olhares de antigos inimigos. A situação se agrava com o desaparecimento de Lillian, obrigando Navarre a abrir uma investigação paralela e, inevitavelmente, forçando-o a se envolver em um caminho em que as chances de sair ileso são quase incertas.

O enredo é narrado pelo próprio Tres, o que garante muitas situações cômicas devido ao sarcasmo do personagem. E o fato do mesmo ser veterano na arte do Tai Chi assegura ótimas cenas de luta, detalhando para o leitor como os golpes devem ser aplicados. Navarre conseguirá encontrar Lillian e descobrir quem a sequestrou? O desaparecimento dela teria algum tipo de relação com a morte do seu pai? Rick Riordan lança seu protagonista em uma rede de intrigas recheada com jogos de poder, corrupção, traições, máfia e assassinatos, descontruindo aquela imagem de alguém que somente escreve fantasias.

Tequila Vermelha nos oferece a chance de ver um homem lutando contra um passado atormentador, na esperança de esclarecer assuntos inacabados e fazer com que peças perdidas voltem ao seu lugares de origem. Mesmo que aqui a história não seja composta por elementos mágicos, Riordan se consagra mais uma vez e provavelmente irá aumentar o número de fiéis seguidores, porque, embora continue conservando os leitores adolescentes, agora também terá variadas gerações de adultos para encantar. O exemplo do que podemos chamar de um escritor versátil.




"Senti como se fosse 1985 outra vez. Ainda tinha 19 anos, meu pai estava vivo e ainda amava a garota com quem planejava casar desde o oitavo ano. Mudei de roupa mais uma vez e pedi um táxi. Tentei me lembrar do gosto da Tequila Vermelha. Não sei se conseguiria voltar a beber algo parecido e sorrir, mas estava pronto para tentar".